A delegação do Fortaleza amanheceu em São Paulo. À
tarde, o grupo faz o último treino antes de encarar o Palmeiras-SP,
amanhã, às 19 horas, em jogo de estreia na Série A do Campeonato
Brasileiro.
No CT do São Paulo, o técnico Rogério Ceni vai
escolher, dentre os 21 jogadores que levou para o duelo, os 11 que
começam a partida. Até mesmo o atacante Kieza, recém-chegado, está à
disposição, pois foi regularizado ontem.
A formação deve ser a mesma que vinha sendo empregada
nas disputas do Campeonato Cearense, mesmo que comissão técnica e
jogadores tenham consciência de que o nível de competitividade agora é
outro.
"A gente entendeu bastante o que é jogar com quatro
atacantes, mas se for ver, eles ajudam bastante na marcação. Edinho e
Osvaldo acompanham a lateral até a linha de fundo, Júnior (Santos) e
Wellington não dão descanso para os volantes adversários jogarem, então
para nós (volantes do Fortaleza) é mais fácil, porque a gente se
preocupa mais com os meias e atacantes. Eles (os atacantes do Fortaleza)
têm essa consciência tática que ajuda a gente bastante", diz Paulo
Roberto, defendendo manutenção do esquema tático.
Com experiência na Série A e principalmente em
enfrentar clubes paulistas, o volante emprestado pelo Corinthians-SP
também acredita que a característica de jogo aplicada no Estadual e Copa
do Nordeste, de ficar com a bola, tem de ser mantida. "Independente de
quem a gente enfrentar, não podemos mudar nosso estilo, que é o de
manter a posse de bola. Na Série A a gente vai precisar muito mais
disso, porque se a posse for do adversário, eles têm mais qualidade para
atacar. É como o Rogério (Ceni) diz, temos que manter a posse de bola
para ter mais condições de igualar o jogo", revela.
A possibilidade de o Palmeiras utilizar um time misto
ou reserva para jogar a estreia do Brasileirão não tranquiliza o elenco
do Leão. Paulo Roberto explicou o porquê: "É uma equipe muito boa, com
37 jogadores de alto nível que poderiam ser titulares em qualquer time
do Brasil. Não sabemos qual grupo vai jogar, mas independente se é
titular ou reserva, são jogadores qualificados e sabemos que a torcida
empurra, cobra bastante. Temos que ser inteligentes e não ter medo de
jogar".
Uma das principais dúvidas do time que Rogério Ceni
lançará a campo está no gol. Com Marcelo Boeck e Felipe Alves
atravessando boa fase, o comandante tricolor, ele mesmo ex-goleiro, não
deu pistas de quem começa jogando.

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