Mata-mata e vaga na semifinal em jogo. Ingredientes
cruciais de uma importante partida, afinal é a competição que entrega o
principal título em disputa no 1º semestre. Mesmo assim, o técnico Lisca
assumiu risco de escalar o time reserva para encarar o Náutico, clube
que competirá a Série C, pelas quartas de final da Copa do Nordeste, no
Castelão. O planejamento de poupar os titulares e avançar no torneio não
deu certo. Ceará perdeu de 2 a 0 do Náutico e está eliminado o
Nordestão.
O Náutico, que foi bastante pressionado pelo
Ceará durante 90 minutos de jogo, chegou pouco ao ataque, mas contou com
um gol contra de Valdo para abrir o placar aos 30 minutos do 2º tempo.
Na base do contra-ataque, os pernambucanos carimbaram a classificação
com mais um marcado por Thiago.
O jogo, que parecia confortável para o Vovô, começou a
mudar no 2º tempo, quando os pernambucanos conseguiram organizar
minimamente o sistema defensivo. Ao mesmo tempo, o clube do Porangabuçu
passou a errar jogadas fáceis em meio ao nervosismo pela iminente
desclassificação.
O Ceará teve a chance de "matar" a partida nos 15
minutos iniciais, quando dominou e encurralou o Náutico. Neste
intervalo, o Vovô criou duas chances claríssimas. Wescley, personagem
principal do 1º tempo, recebeu lançamento de Fernando Sobral e ficou
cara a cara com o goleiro, mas não conseguiu vencer o duelo contra o
arqueiro.
Na sequência, João Lucas tabelou com o Wescley, invadiu
a área e finalizou na trave. No decorrer do jogo, o Ceará continuou
criando as melhores jogadas ofensivas diante do desarrumado sistema
defensivo do Timbu, mas não teve competência para balançar as redes.
O ataque do Ceará sofreu uma baixa considerável ainda
no 1º tempo, quando Wescley deixou o campo chorando com dores musculares
na coxa esquerda. O brasuca-coreano Chico entrou na peleja, mas pouco
fez dentro das quatro linhas.
No 2º tempo, o Vovô também criou as melhores jogadas,
mas foi se perdendo na partida a medida que o tempo avançava,
principalmente após o gol do Náutico. O time ainda colocou mais uma bola
na trave. Para reagir, Lisca apostou em Ricardinho e Ricardo Bueno. De
nada adiantou.
A derrota alvinegra pode ser entendida como um castigo
ao time que mais criou, mas não teve efetividade. Antes do apito final, a
torcida xingou Lisca, encerrando de vez os laços de confiança com o
treinador.
"Não tem nem palavra para falar. Não aproveitamos
nossas chances e eles foram felizes", disse Fernando Sobral, único que
falou com a imprensa, antes de puxado por outros jogadores. O restante
do elenco saiu sem se pronunciar.

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